Curiosidades

O histórico da seleção brasileira em Copas está marcado por baixas no elenco na véspera da competição. O corte de Edmílson a 13 dias da estréia no Mundial da Alemanha amplia uma relação que começou em 1970, no México.


.:: 1970 ::.

Rogério, atacante do Botafogo (entrou Leão, goleiro do Palmeiras). Ponta direita do Botafogo pouco reconhecido posteriormente, Rogério seria titular na equipe de Zagallo. Com uma distensão muscular crônica, o jogador chegou em Guadalajara, no México, mancando e precisou ser cortado. A pedido dos goleiros da seleção (Félix e Aldo), o novato Leão, do Palmeiras, então com 21 anos, foi convocado para o seu lugar. Como Rogério era muito querido pelo grupo, recebeu o convite da delegação para atuar como “espião” de outras seleções da Copa do Mundo – função exercida com a ajuda do preparador físico Carlos Alberto Parreira. A sua contusão abriu espaço para Jairzinho, que marcou gols em todas as partidas do Mundial, na equipe titular brasileira.


.:: 1974 ::.

Wendell, goleiro do Botafogo (entrou Waldir Peres, também do São Paulo)
Clodoaldo, volante do Santos (entrou o atacante Mirandinha, do São Paulo). Clodoaldo, volante remanescente da Copa de 70, sofreu uma distensão muscular às vésperas do Mundial na Alemanha. Com a contusão, Zagallo perdeu um líder e titular absoluto. O goleiro era outro com vaga garantida na equipe, mas se lesionou e deu lugar a Leão. Wendell tornou-se preparador de goleiros da seleção brasileira anos depois.


.:: 1978 ::.

Nunes, atacante do Santa Cruz (entrou Roberto Dinamite, do Vasco)
Zé Maria, lateral-direito do Corinthians (entrou Nelinho, do Cruzeiro)
Em 1978, foi a vez do técnico Cláudio Coutinho perder dois titular por contusão. Com a má fase de Reinaldo, o rápido atacante Nunes vinha ganhando espaço no ataque titular e Zé Maria era intocável do lado direito da defesa desde a Copa do Mundo anterior. Os substitutos, Nelinho e Roberto Dinamite, ídolos no Cruzeiro e Vasco, respectivamente, não desapontaram, mas o Brasil não conquistou o título, embora tenha deixado a Argentina de forma invicta.
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.:: 1982 ::.

Careca, atacante do Guarani/SP (entrou Roberto Dinamite, Vasco/RJ). Muitos dizem que a seleção brasileira de 82 só não venceu o Mundial por conta da ausência do então promissor Careca, um centroavante técnico que despontava no Guarani. Para o seu lugar, Roberto Dinamite foi novamente o escolhido, mas pouco atuou durante a competição. O titular da função foi Serginho Chulapa, que não marcou muitos gols e terminou a Copa do Mundo contestado por destoar da equipe que tinha como princípio o “futebol bem jogado”.


.:: 1986 ::.

Mozer, zagueiro do Flamengo (entrou Mauro Galvão, do Internacional)
Toninho Cerezo, meia da Roma (entrou Valdo, do Grêmio)
Leandro, lateral-direito do Flamengo (entrou Josimar, do Botafogo)
As lesões da Copa de 1986 foram um tormento para o técnico Telê Santana. Um dos cortes gerou bastante polêmica na época: depois de Renato Gaúcho ser descartado pelo treinador por conta de uma “estripulia noturna”, o lateral Leandro prestou solidariedade ao amigo e não se apresentou à seleção. Para o seu lugar, Telê chamou Josimar, que marcou um golaço contra a Irlanda do Norte. Toninho Cerezo, um dos craques de 82, foi substituído pela então promessa Valdo e Mozer sofreu o primeiro corte da carreira. Sim, haveria outro.


.:: 1994 ::.

Mozer, zagueiro do Olympique Marselha (entrou Márcio Santos, do Bordeaux)
Ricardo Gomes, zagueiro do Paris Saint-Germain (entrou Ronaldão, do São Paulo)
Mozer iria disputar a Copa de 90, mas precisou ser cortado justo na campanha do tetracampeonato por conta de um quadro de hepatite, o segundo corte da sua carreira. Outro zagueiro titular daquela equipe que perdeu lugar devido à uma lesão muscular. Márcio Santos e Aldair fizeram a dupla de zaga da seleção tetracampeã, comandada por Parreira.


.:: 1998 ::.

Flávio Conceição, volante do La Coruña (entrou o lateral Zé carlos, do São Paulo)
Márcio Santos, zagueiro do São Paulo (entrou André Cruz, do Milan)
Romário, atacante do Flamengo (entrou o volante Émerson, do Grêmio)
Em 1998, o corte de Romário gerou controvérsias. O craque da Copa de 1994 nega até hoje que a lesão na panturrilha fosse grave a ponto de impedi-lo de jogar o Mundial. Sem o Baixinho, o Brasil não teve a dupla de ataque dos sonhos com Romário e Ronaldo, porém, Bebeto não fez feio em seu lugar. Substituto de Flávio Conceição, Zé Carlos atuou muito mal contra a Holanda e virou piada. André Cruz, substituto de Márcio Santos, foi “reserva absoluto”.


.:: 2002 ::.

Émerson, volante da Roma (entrou o meia Ricardinho, do Corinthians)
Um “rachão” tirou o capitão de Luiz Felipe Scolari da Copa de 2002. No treino recreativo, Emerson atuava de goleiro quando caiu de mau jeito sobre o ombro e precisou ser cortado. Em boa fase no Corinthians, Ricardinho foi chamado, mas quem atuou no lugar do volante contundido foi Gilberto Silva, então no Atlético Mineiro.


.:: 2006 ::.

Edmílson, volante do Barcelona (entrou Mineiro, do São Paulo)
Uma ruptura no menisco lateral do joelho direito impediu que Edmilson, pentacampeão mundial em 2002, fizesse a sua segunda Copa do Mundo. O jogador vivia a melhor fase da sua carreira no Barcelona. Para o seu lugar, o volante Mineiro, do São Paulo, foi convocado por Parreira, mas não chegou a entrar em campo na Alemanha

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